Carta consoladora … minha mãe Joana

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Mensagem psicografada pela médium Marli Mansini na reunião pública realizada em 19 de março de 2012 na sede do Irmã Scheilla.
 

Mãe abre os seus braços vim de encontro com o seu carinho, sou eu mesma maezinha Joana, a Patrícia.

Vim enxugar as lágrimas de saudade que teima em cair de seu rosto.

Sua filha está bem mãe e se não fosse a pontinha de tristeza que sinto em seu coração por causa do afastamento que se deu entre a senhora e a minha princesa que agora está sobre os cuidados da avó paterna eu diria até que estou feliz.

Aqui mãe os tratamentos foram eficazes não tenho mais as dores insuportáveis que me incomodavam e deixavam a senhora tão preocupada.

Estou liberta da artrite reumatoide mãe que com o passar dos anos por causa das medicações muito forte enfermaram o meu pulmão, quando descobrimos a fibrose cística eu estava com apenas cinco por cento do meu pulmão funcionando.

A senhora se lembra mãe, eu tinha cansaço, muita falta de ar. A senhora achava que o problema era com o meu coração. Na verdade mãe ele também ficou comprometido, os tratamentos com corticóides fazem com que outros órgãos acabem afetados e quanto tentamos consertar um órgão outro fica doente e não tem jeito.

É maezinha a senhora tinha razão era mais velha que eu e tinha mais, sabe porque isso mãe? No meu caso tive que expiar faltas que cometi no passado já a senhora graças a Deus com esse coração arrependido e bom não tem porque expiar falta alguma. A sua tarefa na escola humana é trabalhar em favor dos nossos semelhantes e isso mãe você faz muito bem.

Fico orgulhosa da mulher forte e corajosa que sempre representou para mim e continua representando aos nossos. Primeiro a tristeza com a minha partida e agora a saudade e a falta que sente da Laurinha, nosso anjinho mãe cumpriu sim a sua prova na terra, ela nasceu com o tumorzinho cerebral porque na sua existência anterior a essa ela em um momento de impulsividade acabou tirando a própria vida, ela apontou uma arma na própria cabeça e apertou o gatilho da arma que possuía na época. E tendo a consciência a lhe cobrar essa falta ela pediu para voltar e reparar o erro cometido. Por isso o tumor era tão agressivo e por mais que vocês tivessem corrido e lutado para ajudá-la não teve jeito era a prova que nosso anjo precisava expiar. E graças ao amor de vocês maezinha ela conseguiu por cerca de três anos e alguns meses cumprir o trato com o plano maior e agora está bem menos devedora.

Ah! mãe que vontade de correr para os seus braços e beijar a sua face sobrida e santa. Mas não posso, nesse momento me utilizo da mão dessa amiga que me empresta também o coração. Ela nesse momento experimenta a minha emoção que não é pouca.

Estou lutando com as lembranças que não posso deixar tomar conta de mim para garantir uns minutos a mais no ditado.

Tenho que enviar alguns recados para irmãos que não conseguiram formar a sintônia. Viu mãe trabalhemos em parceria a senhora aí colocando a mão na massa e eu aqui me servindo de carteira nos recados que agora vou passar. Te amo mãe e me ajude sempre com suas preces.

O nosso irmão Rubens está recebendo o carinho da sua avozinha Alexandrina. Ela agradece as demonstrações de afeto por parte do neto.

A nossa irmã Júlia Cruz está afagando os cabelos da neta Neusa agradecendo a ela o carinho nessa tarde.

O senhor Antônio de Almeida diz estar orgulhoso do filho Paulo com a dedicação e a responsabilidade assumida no bem que realiza.

A dona Maria José está que é só emoção por conta da ternura da sua amada Célia. Dizendo que assim que possível em outra oportunidade ela poderá escrever por essa ou por outras mãos.

O nosso irmão Milton Xavier está abrançando a filha Jussara dizendo que os que se amam e se procuram jamais se separam ou se perdem. Aguardando uma nova oportunidade.

Estou tão feliz com a oportunidade que seu amor está me dando na tarde de hoje. Essa casa mãezinha é um ponto de luz construída na Terra para abrigar os filhos da dor e da desesperança e para nós hoje ela torna forma de ponte ligando publicamente os dois planos. Unido os corações que mesmo não conhecendo ainda esse mundo novo onde todos irão habitar um dia pelo mesmo objetivo. Nós vamos mãe transformar a nossa saudade em ação. O trabalho nos espera, eu que já peguei na vassoura do lado de cá logo que fiquei boa agora pegarei no pesado com a senhora na sustentação dos trabalhos realizados nessa casa.

Mãe prometa que não vai mais chorar, sabemos que dói a separação mas mãe você vai ser sempre minha mãe querida a quem devo a minha existência. Perdoa se hoje somente cartas escritas as pressas é o que eu posso te oferecer de mim. Em nova oportunidade mãezinha creio que estarei mais preparada na área da emoção e então falarei mais de nós, e das nossas lembranças.

Envia aos nossos os meus mais sinceros beijos e diga a eles que trago todos guardados no cofre do meu coração.

Agradeço aos irmãos tarefeiros dessa casa pelo carinho que teem pela senhora. Veja neles mãe a sua Patrícia e quando a saudade apertar demais o seu peito abrace aos nossos irmãos, estará me abraçando. E deixa no esquecimento os dias tristes de enfermidade, esses dias já passaram e eu agora estou novinha em folha. Se cuida minha mãe e não se entregue, quero te ver bonita e bem cuidada.

Te amo dona Joana.
Sou a filha que não te esquece, sempre sua….

Patricia Carla da Silva