Carta consoladora … mãezinha Solange

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Mensagem psicografada pelo médium Rogério Leite na reunião pública realizada em 19 de março de 2012 na sede do Irmã Scheilla.

Mãezinha Solange, Pai sou eu mesma encontrando forças para me dirigir aos senhores com o coração na ponta dos dedos já que no momento disponho apenas deste meio para falar-lhes o que preciso.

Também preciso encontrar paz mãe.

Sinto que esta paz somente chegará até o meu coração quando percebe-los melhor. Especialmente o Sr. meu pai Cristovão que tem sofrido tanto…

Perdoa pai o arrependimento ainda que tardio é uma brasa que trazemos na alma requisitando o alívio que o perdão e as preces ao lado de um cadinho de compreensão podem proporcionar.

Não posso vê-los sofrendo. Ainda tão perdidos quanto eu mesma.

Sinto que todos estamos procurando uma tábua de salvação diante o naufrágio da embarcação do nosso lar. Do lar em que recebi todo amor e carinho que poderia ter desejado.

Meu Deus como fui egoísta e impulsiva. Tomada por uma espécie de complexo de rejeição sequer pensei no amor e respeito que devo aos Srs, a minha irmã Joyce e a familiares e amigos estava concluindo o curso de Direito tá próximo de concretizar o nosso sonho em comum.

Recordo os afazeres no escritório de advocacia Tedeshi e Padilha onde sempre fui bem tratada.

Acho que as realizações que obtive nesta vida me colocaram num degrau inconsciente de vaidade, não resisti aos assombros do meu coração, estava vencendo.

Não aceitei os conflitos com aquele a quem dediquei o meu carinho e afeição.

Aproveitando-me da saída dos senhores devo ter escrito algo se a mente não falha mãe.

Sei que por dentro eu lhes agradecia por tudo, devo ter colocado tudo no papel e assim dependurei-me pelo pescoço me enforcando no quarto dos senhores.

Recordo de ter ligado, dito algo de que não me lembro o teor no momento.

Ainda me sinto confusa com tudo.

O que se passou depois é terrível demais para que eu possa descrever no papel.

Posso lhes assegurar em alto e bom tom aos presentes que o castigo conferido ao suicida não é protagonizado por Deus e sim pelo turbilhão de emoções em desalinho que nos arremetem ao amago do nosso ser determinando uma condição auto punitiva tão deplorável e triste que nos consome o ser quase por completo.

Não desejo fazê-los sofrer com estes relatos, todos já sofremos bastante.

Após o meu período de confinação e flagelo moral fui conduzida a uma estância de socorro por mãos amigas que compreenderam a minha necessidade urgente por recuperação e socorro. Socorro de mim mesma já que estava em condição de quase insanidade do outro lado da vida.

Permaneci internada numa clinica de repouso e tratamento neste lado novo da existência.

Fui submetida a uma espécie de sonoterapia sem saber lhes dizer por quanto tempo até que aos poucos recuperei a serenidade para avaliar a minha situação como espírito imortal e filha de Deus.

Benfeitores amigos completaram o processo da minha adaptação, pois toda recuperação está sujeita a reparação e isto no meu caso começa pelo perdão dos pais que amo e sempre amei.

Creiam-me ter sido vítima de mim mesma.

O padre Justiniano um dos coordenadores desta reunião afirma que este processo se iniciará hoje com o nosso reencontro através das letras.

Agradeço-lhes por tudo.

Agradeço pela Joyce, aí está me representando com vantagem ao lado dos senhores.

Pai prossiga seguindo os benfeitores amigos o estudo de obras relacionadas aos assunto e a frequência a uma casa de orientação espírita irá fortalecê-lo.

Preciso vê-los melhores para prosseguir mais segura.

Por hoje o tempo que me foi permitido foi este já que outros deverão se dirigir aos seus através do novo amigo que neste momento está me emprestando as mãos, a mente e o coração.

Próximo a mim está o jovem Daniel Alves Payão que me tranquilizou para que a sintonia com o moço fosse estabelecida.

Ele pede que eu envie em seu nome beijos e abraços a sua mãe Clarice que aí está de pé frente a dor que também a visitou. Ela tem procurado administra-la com o trabalho.

O Daniel diz que as vezes o seu semblante é triste, as vezes se apaga tanto que as pessoas ainda desconhecem os valores que traz no seu coração batizado pela dor. Ele beija com carinho o coração da sua mãe, de suas irmãs Tatiana e Léia, da sua querida Bia, do seu pai do coração de alguém a quem hoje ele toma por filha seu nome é Janaína.

Ele diz a sua mãe que quando uma porta se fecha abrem sempre outras portas e janelas e que o amor e a humildade ainda regenerarão este mundo de provas e expiações.

Por hoje meus pais recebam ao lado do meu pedido por perdão todo meu amor e gratidão de filha na certeza de que Jesus me permitirá escrever-lhes outras vezes.

Beijos mãe te amo.
Beijos pai te adoro.

Daiane Pontes Torres